LATOUR, Bruno (1947-2022)
Bruno Latour, cientista social e filósofo francês, nascido em 22 de junho de 1947 em Beaune (Borgonha) e falecido em Paris, a 9 de Outubro de 2022
Foi professor do Centro de Sociologia da Inovação da École des Mines, em Paris (1982-2006) e do Instituto de Estudos Políticos de Paris ( Sciences-Po) (2006-2017) iniciando em 2010 o programa de experimentação em artes e política (SPEAP).
Foi conhecido inicialmente pelos seus trabalhos sobre sociologia da ciência, em ambientes muito distintos. Investigou na Costa do Marfim o trabalho de especialistas em áreas de administração; em centros de inovação tecnológica na Califórnia ; instituições governamentais em França; e fez trabalhos de campo no Quénia e na Amazónia, descrevendo os processos de construção social do conhecimento enquanto distinto da construção individual.
Abandonando o construtivismo social - como revelam as mudanças na 2ª edição - (1997) de A vida de laboratório e a produção dos factos científicos ( 1ª ed. 1979) elabora a teoria ator-rede, com influência de Michel Serres . Destaca-se Pasteur : Guerre et Paix des Microbes Suivi De Irréductions (1984)
Completa estudos de pendor epistemológico com investigações de teor ontológico, começando por Nunca Fomos Modernos (1991) porventura o livro mais marcante. Vinte e cinco anos depois publica Um Inquérito sobre os Modos de Existência (2015), o seu livro mais desafiador . Em 2002 publicou aRejubilar, ou os tormentos do discurso religioso, um livro sobre a experiência pessoal do cristianismo.
Numa etapa final da vida, publicou "Onde Aterrar? (2017) e Où suis-je ? Leçons du confinement à l’usage des terrestres (2021)
Entre as suas principais influências e interlocuções podemos citar Gabriel Tarde, Alfred North Whitehead, Michel Serres, e Isabelle Stengers.
Bruno Latour Nunca fomos Modernos. trad. port
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